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✿ quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
 Querido Diário 11/07/2011 Pela manhã sentia uma dor no corpo fora do normal. Acredito que seja pela raiva que havia sentido na noite anterior. Meu coração que começava a se recuperar estava doendo ainda mais. Já tinha em mente o que iria fazer. Fui trabalhar como nos outros dias com a expectativa que as horas passassem ainda mais rápido pra enfim conseguir resolver essa situação que cada vez mais fugia ao meu controle. Por volta das 10 da manhã liguei para ele. Sabia que provavelmente estaria dormindo mais tinha esperança que logo me retornaria. Quando finalmente o telefone tocou, meu coração acelerou. Sabia que precisava ser forte e seguir em frente com a minha decisão, era melhor assim. - Oi - Oi, Tudo bem? - Tudo e você? - Não, não estou bem. - O que aconteceu? - Sabe eu te peço, por favor, a partir de agora me esquece. Finge que nunca existi na sua vida, me ignora e não fala mais comigo. - Porque você esta falando isso? - Sabe, eu estou cansada das pessoas me darem noticias suas com ela. To sofrendo muito com tudo isso. - Manda essas pessoas que te ligam cuidarem da vida delas. - É mentira? - Não - Então. Pra mim já chega. - Não vou fazer o que esta me pedindo, se quiser você que faça, porque eu não quero e não vou fazer. - Toda vez que você diz gostar de mim esta me dando esperança. Esperança de um dia a gente ficar juntos de verdade. E isso não é real. - Sim, eu gosto de você e dou esperanças. Mais é que agora eu não quero nada sério, quero me divertir. - Eu nunca pedi a você algo sério. Só queria estar ao seu lado quando estivesse por perto. Que fosse eu, e não ela. Será que tenho que ser como ela? Fazer as mesmas coisas? - Não, você sabe disso. - Não sei de mais nada. Ás vezes me parece que no fim você acabará com ela e não comigo. - Não vai ser assim. - Se você diz, Tchau. Beijo! - Beijo. Essa conversa me doeu tanto. Foi uma das piores que tivemos até hoje. Durante todo o resto do dia, todas essas palavras voavam em minha mente e cada vez mais me sentia sozinha, insegura, insuficiente, me sentia um nada. (Khammylla Bharbhara)
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